Rolando Boldrin

26062008

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Rolando Boldrin: Este é o nome completo e também o nome artístico deste excelente “cantadô”, como ele mesmo se define. Mas quem sou eu para me meter a contar a historia do maior « contadô de causos » do Brasil? Conta pra gente, seu Rolando, como é que foi

« Comigo foi assim: Nasci no meio dum amontoado de crianças. Eu era o 7º da vêz, entre 12 machos e fêmeas. Sou do Ano de 36. Meu pai era mecânico de fordinho e minha mãe, dava comida e banho na gente, além de arrumar a casa simples. A Cidade era São Joaquim da Barra, perto de Ribeirão Preto, no caminho de Brasília, via Anhanguera. Sou paulista da velha Mogiana.
Quando eu tinha 2 aninhos e minha mãe carregando mais um no colo, a gente se arranchou todo mundo, na cidade de Guaira, alí pertinho. Ficamos por aquelas bandas de poeira, até o final da guerra. Lá garrei a cantar em dueto com meu irmão modas de viola, toadas e canções.
Arribamos de novo, volteando a região, até fincarmos pé na velha terrinha. Óia eu em São Joaquim, de novo. Com 16 anos, resolví arribá sozinho. Agora pra Capital. São Paulo da garoa.
O que é que um menino de 16 pode esperar na grande Capital cheia de bonde, jardineiras e fumaça, já naquela época?
Foi cabeçada pra cá, trombada pra lá, alguns servicinhos de sapateiro, garçon, frentista de posto de bera-de-estrada e por aí vai. Completei 18 anos. Idade que se presta para servir a Pátria amada. Fui para o exército. Quitaúna, em Barueri.
Lá Aquartelado, fiquei o que mandava a lei. 1 ano. O suficiente para tomar-pé, na morte do Presidente Getúlio Vargas. Aliás, o suicídio desse velho gaúcho, só serviu mesmo, para adiar a minha baixa do exército que já tava programada, além de « bagunçar o corêto » da Nação, é claro. (1955)
Mas, não faz mal. Saí de lá com a cara e a coragem para topar de frente com a minha carreira de artista, que era o que eu imaginava ser no futuro, pois nessa arte de cantar, tocar viola e violão, eu já tinha experimentado de tudo.
Desde as modas mais simples da época, até os sambas e canções dos cantores mas famosos: Chico Alves, Orlando Silva, Carmen Miranda, Noel e tantos outros. Na parte caipiresca eu ouvia o Alvarenga e Ranchinho (com quem fiz dupla naGlobo em 81), Jararaca e Ratinho, Xerém e Bentinho… e muito rádio … muito rádio e alto-falantes das pracinhas de interior.
Com a experiência de cantadô inato, e contadô de « causos », era justo que eu tentasse essa vida.
Com 20 anos ou 21, garrei a fazer teste em Rádios da capital. Rádio São Paulo, Record, até chegar na velha Rádio Tupi que já tava engatinhando com uns anos de televisão. Era o ano de 1958.
Fiquei mostrando os dentes pelos corredores, fazendo um pouquinho de tudo, até assinar o primeiro contrato para atuar como ator de TV e Rádio. Até que enfim, acreditam que aquele « Capiau » magrela e desajeitado poderia ser um artista de verdade? »

Para a nossa felicidade, Rolando Boldrin apresenta o programa Sr. Brasil, que vai ao ar toda terça-feira pela TV Cultura, com reprise nas tardes de domingo. Desde 1981, quando Rolando Boldrin começou a contar seus « causos » durante três anos no inesquecível Som Brasil, nas manhãs de domingo na TV Globo, seguido pelo Empório Brasileiro na Rede Bandeirantes em 1984, Empório Brasil no SBT em 1989 e Estação Brasil na TV Gazeta em 1997, o « cantadô » voltou às telas da TV. De acordo com o próprio Rolando Boldrin, Sr. Brasil é um programa vasto, aberto e receptivo. « Vamos mostrar os ritmos e temas regionais brasileiros que a maior parte do Brasil não tem oportunidade de conhecer. Serão mostradas todas as manifestações regionais. A única obrigatoriedade é que tudo seja genuinamente nacional. »

Atualmente, Rolando Boldrin desenvolve um projeto chamado « Vamos tirar o Brasil da Gaveta », que visa resgatar os autênticos valores brasileiros e todas as suas formas de expressão. Sr. Brasil surge como um paralelo deste projeto, já que a cultura do nosso país é o tema dominante.

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Acustico MTV, 2001 – Cassia Eller

24062008

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Cássia Eller foi uma das melhores cantoras da safra de boas vozes surgidas na virada dos anos 80 para os 90. Seu vozeirão sempre bem colocado, com interpretações bem dosadas e grande versatilidade. Dentre as faixas do disco, as mais interessantes são as releituras das debochadas Partido Alto (Chico Buarque) e Top Top (Mutantes), mais o divertido samba Vá Morar com o Diabo (pérola pouco conhecida do baiano Riachão). Outras boas sacadas são as pontes que a cantora faz entre movimentos da MPB contemporânea: o rap paulista de Xis (que assina e participa do samba-rap De Esquina) e do mangue beat do grupo pernambucano Nação Zumbi, na qual três percussionistas da banda dão canja em Quando a Maré Encher. Show de bola do inicio ao fim!

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http://www.deezer.com/#music/album/27770

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Havaianas

24062008

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Havainas é uma marca brasileira de chinelos de borracha produzidas pela São Paulo Alpargatas. As sandálias Havaianas atingiram sucesso mundial e são vendidas do Brasil à Austrália, passando pela Europa. Só no Brasil já foram comercializados cerca de 2 bilhões de pares desde a sua introdução em 1962 na cidade paulista de São José dos Campos. Atualmente, são fabricadas – na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba – cinco pares de sandálias por segundo, o que gera uma produção anual em torno de 105 milhões de pares.
A idéia para o produto foi inspirada nas Zori, sandálias japonesas feitas de palha de arroz ou madeira lascada e que são usadas com os kimonos. Em 14 de junho de 1962 foram lançadas as sandálias brasileiras feitas de borracha. O primeiro modelo é o mais tradicional: branco com tiras e laterais da base azuis. Não possuíam um atrativo visual, porém, eram demasiado baratas. Com o fator preço favorecendo o mercado, em menos de um ano a Alpargatas produzia mais de mil pares por dia.
O grande público das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram conhecidas como « chinelo de pobre ». Tentando mudar esta idéia, a companhia lança em 1994 o modelo Havaianas Top, com cores fortes e calcanhar mais alto, dando a idéia de que pertencia a um público de classe mais alta. Seu preço também é mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lançamento ao público alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em seguida a distribuição foi organizado de acordo com o público alvo. Também foi criado um display vertical para facilitar a escolha do produto e do número. Este display substituiu as antigas bancadas com pares espalhados.
Após o sucesso da Top, foram criados novos modelos como, por exemplo, a Havaianas Brasil, lançada durante a Copa do Mundo de 1998. Desde a seu aparecimento, as Havaianas evoluíram dos modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designs mais elaborados com aplicações e formatos variados. Recentemente foi lançado um modelo que inclui um salto alto.
Em 2000 foi criado o departamento de comércio exterior das Havaianas com o objetivo de aumentar a exportação do produto. A primeira etapa foi a reorganização de toda a rede de distribuidores. Alguns eventos ocorreram para a divulgação da marca como na França, em 2001, em que as sandálias coloridas tipicamente brasileiras venderam três mil pares.
Em 2003, todas as modelos do estilista Jean-Paul Gaultier desfilaram com Havaianas nos pés. A distribuidora francesa foi uma das que mais trabalho o conceito da marca, fazendo parcerias com grandes lojas como a Galeries Lafayette e o Bon Marche. Outro fator que culminou no sucesso da marca no exterior foi quando, em 2003, foram produzidos modelos sofisticados com os cristais austríacos Swarovski, para os indicados ao Oscar e colocados em embalagens especiais com o nome de cada um imitando a tradicional Calçada da Fama. Os calçados foram entregues aos indicadas no dia seguinte à premiação do Oscar. Nos últimos anos, o lucro gerado pela exportação das Havaianas quadruplicou e os países que mais compram são Estados Unidos e Austrália.
Campanhas publicitárias de sucesso marcaram a história das Havaianas. O slogan mais conhecido do produto é « As legítimas », uma vez que, devido ao sucesso, muitas outras empresas lançaram produtos semelhantes para concorrer com as Havaianas. Esse slogan começa a ser veiculado em campanha publicitária de 1970 com Chico Anysio como garoto propaganda. Porém, Chico já havia sido garoto propaganda da marca, lançando o também famoso slogan « Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras ». Na década de 1990, Chico retorna à publicidade da marca com a campanha « Isso é amor antigo » divulgando a linha Top. Chico Anysio ficou tão marcado pela propaganda que muitos pensavam que ele poderia ser o dono da companhia.
Após a saída do humorista, entra a estilista Thereza Collor divulgando o produto com o tema « Todo mundo usa Havaianas » que, depois, também foi divulgada com Luiz Fernando Guimarães que flagrava personalidades usando Havaianas.
Nos últimos anos e até hoje, campanhas são estreladas por diversos artistas como Fábio Assunção, Luana Piovani, Rodrigo Santoro, Fernanda Lima, Déborah Secco, Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira, Reynaldo Gianecchini e Alexandre Borges, entre outros. Todas bem divertidas mostrando situação cômicas em que os artistas usam ou procuram Havaianas nas lojas.

Modelos vendidos no Brasil

  • Baby – Sandálias em tamanhos que vão do 17/18 ao 23/24, com feixe para prender ao calcanhar. Possuem variação Baby Pets, com bichinhos nas tirinhas, Baby Brasil, com estilo idêntico à Brasil normal e Baby Estampadas com estampas coloridas na base.

  • Brasil – Sandálias com a bandeira do Brasil pregada nas tirinhas e listras das cores da bandeira em torno da base.

  • Cartunistas – Para crianças, traz estampas de cartunistas famosos.

  • Estampadas – Linha com estampas coloridas na base de flores e borboletas. Possuem variações Alamoana, Butterfly, Floral, Flowers, Hibisco e Sunny. Todas com diferentes formas de flores e borboletas.

  • Flash – Possui diferentes formas de tiras e estampas. Variações Flash Hit, Flash Indian, Flash Urban, Flash Urban Fresh, Flash Way e Flash Way Etnics.

  • High – Modelos com saltos de até 6cm. Diferentes cores e estampas. Variações High Butterfly, High Camuflada, High Flowers, High Light, High Look, High Metalic e High Sun.

  • Ipê – Sandálias com estampas de bichos feitas em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), em que 7% da venda líquida será destinada ao IPÊ. Possui a variação IPÊ Filhotes que, como o nome sugere, trás estampas de filhos e tamanhos menores para crianças.

  • Joy – Modelo feminino com salto pequeno de 3cm. Não possuem estampas nem variação de modelos, apenas de cores. Todas trazem flores delicadas presas às tiras.

  • Kids – Modelos para crianças que trazem a linha Kids Pets, com bichinhos nas tiras.

  • Menina – Linha com modelos para meninas lançada em 2006. Vêm perfumadas e com muito cor-de-rosa e estampas de corações, flores e frutas. Variações: Kids Flores, Kids Lucky, Kids Stars e Kids Tropical, que vêm com uma bolsinha estampada.

  • Menino – Havaianas com temas de esportes radicais e aventura. Variações: Kids Radical e Kids Monsters.

  • Slim – Simples e com tiras mais finas. Possui duas variações, a Slim, lisa contando apenas com variação de cores, e a Slim Season, com tiras e estampa floral douradas.

  • Socks – Meia especial com espaço entre o dedo polegar e os outros para passar as tiras das Havaianas. Possui variações com estampas de todos os modelos das Havaianas.

  • Surf – Modelos simples de tiras pretas com estampas que lembram o mundo do Surf, como peixes, coqueiros, ondas, entre outros.

  • Top – Primeiro modelo diversificado lançado pela Havaianas. Possui calcanhar ligeiramente mais alto e cores vibrantes. São 13 diferentes cores, sem estampas.

  • Tradicional – Modelo original das Havaianas que faz sucesso até hoje. Foi por trinta anos o único modelo existente. Sua base, branca, não possui estampas. A variação de cores ocorre apenas nas tiras e na lateral da base.

Curiosidades

  • Cerca de 160 milhões de sandálias são vendidas anualmente no mundo todo.

  • 10% da venda total de Havaianas é feita para mais de 80 países dos cinco continentes.

  • Em média dois, em cada três brasileiros, consomem pelo menos um par de Havaianas por ano.

  • Na fábrica de Campina Grande são produzidos 5 pares de Havaianas por segundo.

  • A Havaianas foi a quarta marca mais lembrada na América Latina em 2006.

  • 2,2 bilhões de pares de Havaianas já foram fabricados e vendidos. Colocando em linha reta os pares de tamanho 37, é possível dar 50 voltas na Terra.

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www.havaianas.com.br

www.useeouse.com.br




Henfil

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Henrique de Sousa Filho, conhecido dos brasileiros como Henfil, (Ribeirão das Neves, 5 de fevereiro de 1944 – Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1988) foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro.
A estréia de Henfil na carreira jornalistica aconteceu em 1964, na revista « Alterosa ». Em 1965 começou a colaborar com o jornal « Diário de Minas », tendo seu trabalho também publicado no « Jornal dos Sports » do Rio de Janeiro, e nas revistas « Realidade », « Visão », « Placar » e « O Cruzeiro ». Mudou-se para o Rio, onde, em 1969, passou a trabalhar no Jornal do Brasil e no jornal « O Pasquim ».
Em 1970 lançou a revista « Os Fradinhos », que tornou seus personagens conhecidos. Além dos Fradins, outras personagens de destaque foram Pó de Arroz, Zeferino, Orelhão, Bode Orelana, Graúna, Cabôco Mamadô, Urubu, Bacalhau e Ubaldo, o paranóico.
Henfil envolveu-se também com cinema, teatro, televisão (trabalhou na Rede Globo, como redator do extinto TV Mulher) e literatura, mas ficou marcado mesmo por sua atuação nos movimentos sociais e políticos brasileiros. Ele tentou seguir carreira nos Estados Unidos mas não teve lugar nos tradicionais jornais estadunidenses, sendo renegado a publicações underground. Ele então retornou ao Brasil, publicando mais um livro.

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Como seus irmãos Betinho e Chico Mário, Henfil era hemofílico, e após uma transfusão de sangue acabou contraindo o vírus da AIDS (ou SIDA). Ele faleceu vítima das complicações da doença no auge de sua carreira, com seu trabalho aparecendo nas principais revistas brasileiras e quando o regime ditatorial que ele tanto combatia estava chegando ao fim.
Henfil passou toda sua vida a defender o fim do regime ditatorial pelo qual o Brasil passava. Quando, em 1972, Elis Regina fez uma apresentação para o Exército brasileiro, Henfil publica no O Pasquim uma charge, enterrando a cantora, apelidando-a de « regente » – junto a outras personalidades que agradavam aos interesses do regime (como o cantor Roberto Carlos, Pelé, os atores Paulo Gracindo, Tarcísio Meira e Marília Pêra); Elis protestou contra as críticas e Henfil a enterrou novamente.
Os escritos de Henfil eram anotações rápidas. Não eram propriamente crônicas, mas um misto de reflexões rápidas, assim como seus traços ligeiros dos cartuns.
Célebres eram suas « Cartas à mãe » – título comum em que escrevia sobre tudo e todos, muitas vezes atirando como metralhadora, usando um tom intimista do filho que realmente fala com a mãe – ao tempo em que criticava o governo, cobrava posições das personalidades.
Mesmo seus livros são em verdade a reunião desses escritos, a um tempo memorialistas e de outro falando sobre tudo, sobre a conjuntura política e seu engajamento.
Em Diário de um cucaracha, por exemplo, Henfil narra sua passagem pelos Estados Unidos, onde tentou « fazer a América », sonho de todo latino-americano que se preza (segundo ele próprio). A obra traz um quadro em que o cartunista relata o choque cultural que experimentou, a reação vigorosa do público americano aos seus personagens, classificados como agressivos e ofensivos. Tudo isso escrito em capítulos pequenos, em o tom intimista de quem dialoga não com um leitor anônimo, mas com um amigo ou conhecido.

Grauna foi o personagem que me fez gostar de Henfil. Lembro-me quando eu ainda era criança, minha tia Cidinha me trazia todos os dias, do escritorio onde trabalhava, a pagina de tirinhas do jornal « O Estado de São Paulo » para que eu pudesse ler (e desenhar) as aventuras de Grauna – um passarinho cri-cri e inteligente que vivia no sertão nordestino.

Obras publicadas

Diário de um cucaracha (1976); Hiroxima, meu humor (1976); Dez em humor (coletânea, 1984); Diretas Já! (1984); Henfil na China (1984); Fradim de Libertação (1984); Como se faz humor político (1984).

Falou e disse

  • « Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não tou: meu negócio é pé na cara. E levo o humorismo a sério ».

Em entrevista à Revista Veja, em abril de 1971

  • « Quando eu faço um desenho, eu não tenho a intenção que as pessoas riam. A intenção é de abrir, e de tirar o escuro das coisas »




Juarez Machado

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Juarez Machado (Joinville, 16 de março de 1941) é atualmente um dos artistas plásticos brasileiros mais conceituados no exterior. Além de dedicar-se a pintura, é também escultor, desenhista, caricaturista, mímico, designer, cenógrafo, escritor, fotógrafo e ator.
Em 1954 mudou-se para Curitiba, matriculando-se na Escola de Música e Belas-Artes do Paraná. Recém-formado, em 1964 realizou sua 1ª mostra individual na Galeria Cocaco, de Curitiba, iniciando uma carreira de grande sucesso. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1966, onde residiu por vinte anos. Através de seus desenhos de humor, projeta-se nacionalmente. Além do desenho e da pintura, fez incursões pela mímica, cenografia, programação visual, ilustração e escultura. Foi chargista dos principais jornais brasileiros e mímico no programa Fantástico, da TV Globo. No final dos anos 70 voltou-se totalmente para a pintura.
Pretendendo internacionalizar seu trabalho, em 1978 Juarez viajou a Nova Iorque, Londres e, finalmente, foi para Paris, onde fixou residência em em 1986 e montou ateliê, sem prejuízo dos ateliês já instalados no Rio de Janeiro e em Joinville.
Juarez Machado recebeu inúmeros prêmios, tanto no Brasil como no exterior. Tem feito exposições freqüentes nos Estados Unidos e na Europa.

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Bistro, de Juarez Machado

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Momento, 2007 – Bebel Gilberto

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Lançado em abril de 2007, Momento traz de volta o estilo cool de Bebel Gilberto. Portadora de um dos DNAs mais fantásticos da história do mainstream brazuca (ela é filha de João Gilberto e sobrinha de Chico Buarque), Bebel não decepciona: seus trabalhos anteriores, Tanto Tempo de 2000 e Bebel Gilberto de 2004, são a prova cabal de seu talento, sem contar que merece crédito por ter inovado naquilo em que seu pai é o mestre dos mestres: a bossa-nova. Momento tem belas canções, dentre as quais destaco a versão delicada e despretensiosa para Night and Day, um clássico de Cole Porter. Para ouvir acompanhado de uma caipirinha vendo um pôr-do-sol à beira-mar.

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Cibelle, 2003 – Cibelle

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Cibelle é uma cantora paulistana radicada em Londres desde a década de 90. Lançada na Europa sob o mesmo selo de Bebel Gilberto, à primeira audição pode até parecer mais uma da turma do sussurro, mas, de cara, já é possível perceber um senso de aventura e experimentalismo que não se encontra em Bebel, nem em qualquer outra cantora brasileira da mesma geração. A nítida influência da bossa-nova, em especial do maestro Tom Jobim, as colagens que lembram o tropicalismo de Caetano e a batida eletrônica da lounge music fazem do trabalho de Cibelle algo único na moderna música brasileira.

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Monte Verde

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Monte Verde é um distrito do municipio de Camanducaia, no estado de Minas Gerais. Está a 1554 metros de altitude, com ótimas pousadas tem como característica principal a natureza e o frio na temporada de inverno. Seu clima é tropical de altitude, com características de clima subtropical devido ao seu relevo montanhoso. Seus verões são amenos e chuvosos e seus invernos são frios e secos. Sua paisagem está destacada por árvores como o ipê e o carvalho, mas também possui vegetação de áreas subtropicais mescladas a estas outras, como o pinheiro-do-Paraná ou araucaria, e os cedros entre outras.

Se fosse um município, teria a segunda sede mais alta do Brasil perdendo apenas para a cidade de Campos do Jordão, no estado de São Paulo, que está à 1628m de altitude. Seu acesso é difícil para aqueles que vêm dos estados do Norte ou que vem do Rio de Janeiro, pois não há uma estrada direta para se chegar lá. Somente cruzando o estado de São Paulo ou vindo de Belo Horizonte é que se tem acesso à região.

Se Campos do Jordão é a « Suíça » do estado de São Paulo, Monte Verde é a do estado de Minas, pois com uma forte entrada de imigrantes europeus para as áreas mais altas se estabeleceu um elo climático e cultural em relação ao cotidiano daqueles migrantes que por lá ficaram durante décadas desde o advento desses.

Uma curiosidade é que apesar da baixa latitude em relação aos climas temperados, Monte Verde e Extrema têm as latitudes mais altas do estado de Minas Gerais, sendo Monte Verde, a que detém a maior latitude e altitude mesclada a proximidade das massas atlânticas e de sua vegetação rica, o que favorece uma umidade maior que quaisquer cidade de Minas, tornando essa estância climática a mais fria do estado, com freqüentes fenômenos como a geada e até a precipitação de neve podem ocorrer no mês de julho.

Monte Verde é conhecido pelo seu clima frio e temperaturas abaixo da média da região. Isso se dá pelo fato de estar cercada de regiões de reflorestamento de pinheiros e eucaliptos, que através da evaporação da água nas folhas destas árvores, contribuem para a queda acentuada da temperatura média. Em certas épocas como maio, junho e julho, a temperatura em Monte Verde pode estar até 4 graus célsius mais fria do que em regiões próximas apenas alguns quilômetros. Outra condição que reforça esta característica, é o fato da região estar protegida pela cadeia de picos que margeia a fronteira com o estado de São Paulo, o que facilita a concentração desta umidade adicional produzida pelo reflorestamento na região do distrito.

Possui ainda o aeroporto mais alto do Brasil, situado a 1650 metros de altitude.

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Chico Buarque

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Francisco Buarque de Holanda nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944, filho do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Alvim. O pai, considerado um dos três grandes pilares da sociologia brasileira, ao lado de Caio Prado Júnior e de Gilberto Freyre, tinha uma estante recheada de livros que serviu para o menino Chico se esbaldar em leituras. A mãe, pianista amadora, zelou pelo ambiente musical de todos os seus sete filhos (Miúcha, uma das irmãs de Chico, também faria carreira musical mais tarde).

A primeira infância de Chico Buarque se passou em São Paulo, na cola do pai que se mudara incumbido em administrar o Museu do Ipiranga. Nos anos 50, a família muda-se novamente, dessa vez para Roma, na Itália, onde Sérgio Buarque recebia diversas personalidades artísticas do Brasil, entre políticos, poetas e escritores (antes de ser parceiro de Chico, Vinícius de Moraes era amigo de seu pai e habitué da casa da família na Itália). O caldo cultural dos primeiros anos de vida de Chico aliados a um dom natural para a música explicam muito de sua produção artística a partir dos anos 60.

Suas primeiras obras musicais foram algumas operetas que ele cantava na companhia das irmãs. Mas a grande transformação viria com a chegada da Bossa Nova eo álbum Chega de Saudade, de João Gilberto, que marcaria de maneira intensa os ouvidos e os sentidos do jovem Chico Buarque. Ele ouvia Chega de Saudade dia e noite, sem parar, além dos sambas tradicionais de Ismael Silva, Noel Rosa e pares.

A primeira música composta por Chico Buarque foi Canção dos Olhos, em 1959. Maso próprio autorconsidera o ponto de partida de seu portfólio musical a canção Tem mais Samba, de 1964, composta nos tempos em que o Chico cursava a FAU, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, na USP, que não chegou a completar. Foi nessa época que ganhou o apelido de « Carioca » de seus amigos paulistas, que agora dá nome aos seus álbum e turnê.

Um ano depois, os dois primeiros compactos: Pedro Pedreiro e Sonho de um carnaval. É a época em que se inscreve nos festivais das TVs e conhece João Gilberto e Caetano Veloso,em que o Brasil fervia emintensa agitação política e cultural. Lança seu primeiro álbum em 1966, chamado simplesmente Chico Buarque de Hollanda, marcado por sambas de simplicidade musical e letras de poética elaborada, sua marca registrada.

Foi também no fim dos anos 60 que a Ditadura Militar passou a perseguí-lo, junto de outros artistas que bateram de frente com o poder vigente à época. Em 1968, Chico escreveu a peça Roda Viva que, em cartaz no Teatro Galpão, em São Paulo, teve uma apresentação invadida pela polícia e por integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas). Tal fato faz com que Chico se auto-exile na Itália por um ano, marcando o momento financeiro mais difícil de sua carreira. A temporada italiana foi decisiva para Chico ter contato com outros tipos de música. Na volta, as influências iam muito além do samba-nostálgico dos anos 60, tanto na letra quanto na melodia. Em 1970, o compacto com a música Apesar de Você, um clássico de combate à Ditadura, foi censurado após vender 100 mil cópias, sendo gravado em um LP apenas oito anos mais tarde.

Os problemas com a censura ocorreram por todos os anos 70 e, para evitá-la, criou o personagem Julinho de Adelaide, para que pudesse melhorar a relação de suas composições com os militares. Chico também se firma como autor teatral. O fim dos anos 70 e início dos 80 é marcado por grande produção para cinema e teatro, como Vai Trabalhar Vagabundo, Ópera do Malandro, Bye, Bye, Brasil e toda trilha sonora do filme Os Saltimbancos Trapalhões, entre outras.

A produção musical de Chico Buarque nos anos 80 diminuiu o ritmo, dando vazão a outras áreas.Mas seu engajamento político continuou intenso: ao lado se seu pai, participa dos primórdios da fundação do Partido dos Trabalhadores, o PT, e finca os pés na luta democrática do país. Em 1985, participou da campanha pelas Diretas Já.

A partir dos anos 90, Chico passou a alternar a música e a literatura com distância temporal cada vez mais espassada entre uma obra e outra. Em 1991, lançou olivro Estorvo, dois anos antes do disco Paratodos. O romance Benjamim chegou às livrarias em 1995, dando lugar ao álbum As Cidades em 1998. Budapeste, sua última obra literária, foi lançada em 2004, dois anos antes do álbum e turnê de Carioca.

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www.chicobuarque.com.br




Pão de queijo

23062008

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Surgido ha mais de 200 anos nas fazendas de Minas Gerais, o pão de queijo é hoje um dos grandes classicos da culinaria nacional. Facil de ser encontrado no corredor de congelados nos supermercados brasileiros, nem sempre é tão facil (ou barato) de se achar no exterior. Para quem gosta de se arriscar na cozinha ou para quem esta longe de casa sofrendo de « brasilite aguda », segue a receita:

Os ingrediente, uai! 

  • 1 kg de polvilho doce
  • 200 ml de óleo vegetal e um outro tanto para os besuntes
  • 750 ml de leite integral (para quem não tem vacas em casa)
  • 1 colher (sopa) de sal
  • 7 ou 8 ovos dependendo do tamanho (por caridade, ovo caipira!)
  • 400 g de queijo Minas ½ cura, tipo Canastra, ralado (Ta dificil? Usa Parmesão, uai!)

Como fazer (e acreditar no que está fazendo)

1. Pegue coragem, determinação, confiança e coloque nas mãos e na alma… (no dia você vai entender).
2. Ferva em uma panela o leite junto com o óleo e o sal.
3. Em uma vasilha grande e firme, espalhe todo o polvilho.
4. Assim que o leite e o óleo estiverem fervendo, retire do fogo e regue todo o polvilho.
5. Prepare-se agora para o desespero… Nesse momento você tera a certeza absoluta de que fez alguma coisa errada. Vai pensar em ler a receita novamente. Vai querer maldizer a raça mineira. Mas contenha-se… Não faça isso!
6. A hora agora é de testar todo o seu vigor: Bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata, bata e, se ainda tiver forças, bata.
7. Virou um grude? Uma massa horrorosa? Virou? Ótimo!
8. Pausa para secar a testa porejada, passar um cafézin no coador de pano, acender um pito e deixar o « monstro » esfriar.
9. Olha lá agora… Ja esfriou? Maravilha! Pegue os ovos… Ô! Os da galinha sô!
10. Abra um por um para conferir a honestidade deles. Vá acrescentando um a um e mexendo… O desespero volta a se instalar. Você agora não tem mais dúvidas: Deu tudo errado, diacho! Mantenha a confiança, Joãozinho… É assim mesmo…
11. É o momento do personagem principal entrar. Acrescente agora o queijo aos poucos, estufe o peito e, literalmente, meta a mão na massa. Mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, mexa, e (ufa!) mexa.
12. Agora a massa agora começa a corresponder aos seus carinhos. Vai se tornando lisa e digna.
13. A exaustão e o arrependimento já tomaram conta de todo o seu ser? Perfeito! Toma mais um café, respire fundo e pegue um pouco de óleo para untar as mãos e os tabuleiros.
14. Com uma colher de sopa vá pegando as porções de massa e dando a elas uma forma arredondada.
15. Pára, pára, pára! Liga lá o forno, Joãozinho! 10 minutos de pré-aquecimento em temperatura alta.
16. Deixe um espaço de um dedo entre cada um dos futuros pães.
17. Leve ao forno. Quando começarem a crescer, diminua a temperatura do fogo para que cozinhem por dentro. Assim que estiverem dourados retire do forno.

A Marcha Triunfal de Verdi ficará perfeita como música incidental para a ocasião. So não vai fazer igual aquele meu amigo que, depois de juntar todos os ingredientes, misturá-los e colocar pra assar, veio o grande momento de provar a obra prima. Ao dar a primeira mordida, percebeu algo de estranho… Sabem o que era? Esqueceu o queijo.







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